
Os que resistem não mais resistirão, estarão cheios da pura resistência de não mais resistir, e, simplesmente existirão.
Maria Antônia Ferreira
(Tonhafé)
Durmo sou neve, derreto.
Solidão...
Acordo sou pluma, vôo.
Libertação...
Ando me perco, me acho, enlaço!
Beijo enlouqueço, cruz credo! Euforia!
Amo, esqueço...
Mais um dia...
Abraço! Eu sou, Maria!
Maria Rosa, Maria Bonita, Maria Quitéria, Maria Antônia
Marias somente, Maria de frente...
Marias
Marias, encandecentes!
Marias
Tremo de pensar...
Tarsila, Pagú, Anita!
Eu sou, Maria!
Letra - Tonha Ferreira
Música - Vanir Lopes
(Letra vencedora do concurso
"Canta Brasil")
(Retirado da trilogia: Delírios da mente, corpo e alma)

Resistência pura é resistir à ser gado e criar sua própria realidade. A resistência de simplesmente existir.

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Natural de Minas Gerais - Araújos, Maria Antônia Ferreira é mestre em história e lecionou em escolas públicas durante toda vida, iniciando seus trabalhos artísticos após aposentadoria em 2000.
Em 2002 foi premiada com o 1º lugar no segundo Salão de Artes de Ouro Preto em Minas Gerais com o trabalho intitulado Brasil... dominação e/ou resistência??? caderno em couro-eco contendo 27 páginas 0,50 x 0,50 pintado frente e verso, atualmente a obra faz parte do acervo da FUNDAC- MG.
A artista está em fase final da elaboração de uma resposta para esse caderno intitulada: Brasil... resistência pura! também contendo 27 páginas frente e verso, onde retrata a miscigenação e o encontro de várias culturas como forma de resistência na "Terra de Santa Cruz".
Além do trabalhos em couro-eco, a artista optou pelo uso de materiais e objetos também repelidos pela sociedade, em estado de resistência pura encontrados em ruas, lixos, ferro-velho em outras 3 séries de obras com temas de resistência, como a libertação das mulheres "Caminho das flores", libertação dos mitos, símbolos e crenças "Cenas da vida" e libertação sexual "Aceitação do corpo cru".
Tonhafé também se dedica à poesia, contos e textos, possui trabalhos de poesia visual em cadernos manuscritos confeccionados por ela. Ganhou o concurso Canta Brasil da Editora Litteris-RJ com a poesia visual Marias em 2007.

Tonha Ferreira
Tonhafé tem um estilo próprio: experimenta e sem medo pinta e escreve seus 'delírios...' (nome de suas trilogias em cadernos manuscritos). Brincando com as palavras e tintas seu trabalho é envolvente. Nutri-nos de uma certa leveza mágica, brinca com símbolos, arquétipos, imagens, cores - e ao mesmo tempo - da estranheza leva à reflexão!
Depois de se apresentar em alguns projetos da antiga Arena Cultural/PMBH, participou e concorreu pelo II salão de artes de Ouro Preto em 2002 e sua obra -“BRASIL... dominação e/ou resistência?”- ganhou o 1º lugar. Hoje a obra faz parte do acervo da FUNDAC- MG.
Em sua instalação – Cenas da Vida --- no centro cultural de BH em 2003 (hoje museu da moda), o observador seguia uma corda ao chão - que o levava a observar 21 telas em direção ao centro - e quando chegava ao destino final o observador se deparava frente a um espelho.
O mundo das aparências se confrontava ali!!
Para Tonhafé a arte de viver está no brincar e resistir, experimentar, inserir; fazer acontecer.
Um grito de liberdade, saídas, caminhos dentro de uma forma que informa e desinforma.


Parte da Instalação:
Aqui, sob o véu diáfano que pende do alto, a luz se filtra, revelando as Cenas da Vida que nos habitam.
Em um fundo azul-turquesa de sonho, as formas se espalham: Os corpos nus e livres, em traços largos, celebram a essência. As pinceladas fortes de Tonha Ferreira trazem à tona a dança da identidade.
No centro, a peça que tudo ilumina – a Roda D'Água, com seu rosto místico emergindo de raios. Ela é o sol, o movimento cíclico, o coração do lar que se expande para o universo.
O chão é um tapete de memórias e cores vivas, onde a matéria se encontra com o espírito.
Vasos de ouro e folhagens tropicais sugerem a riqueza simples da terra. O arranjo é um convite: entre no palco e vista-se de tempo.
Pois a vida é esta instalação: cores intensas, formas em busca de sentido, e no centro, sempre, a luz circular da nossa própria força.
Um lugar onde a arte é a cortina que se abre para o cotidiano.































